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Ouvir música ou aprender a tocar um instrumento pode ajudar pessoas idosas a manter suas habilidades cognitivas por mais tempo. Essa é a hipótese investigada por pesquisadores da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, em um estudo que pretende avaliar como diferentes atividades musicais podem contribuir para a saúde cerebral durante o envelhecimento.
A pesquisa, financiada pelo Instituto Nacional do Envelhecimento dos EUA, terá duração de três anos e envolverá 48 adultos mais velhos, divididos entre pessoas com cognição normal e indivíduos com comprometimento cognitivo leve. Os participantes serão distribuídos em dois grupos: um aprenderá a tocar flauta doce soprano, enquanto o outro participará de atividades de audição e apreciação musical.
Os pesquisadores vão avaliar aspectos como memória, atenção, raciocínio, capacidade de evitar distrações, bem-estar emocional e conexão social. A expectativa é que as duas abordagens ofereçam benefícios, ainda que de maneiras diferentes. Segundo Rebecca MacAulay, professora de psicologia que lidera o projeto, a música estimula diferentes áreas do cérebro e pode favorecer também a interação entre os participantes.
A iniciativa ainda está em fase de investigação e não pretende comprovar, neste momento, que ouvir música ou tocar um instrumento previne demência ou Alzheimer. O objetivo inicial é avaliar a viabilidade dos programas e identificar possíveis mudanças nas habilidades cognitivas. Caso os resultados sejam promissores, os pesquisadores esperam ampliar o estudo e, futuramente, levar as atividades a bibliotecas, centros para idosos e outras organizações comunitárias.
Fonte: 89fm